Top 5


Livros lidos: 2012

Foi difícil, afinal foram 42 obras lidas de ficção, incluindo as releituras. Em uma primeira passagem, escolhi os livros realmente especiais, em condições de entrar no top 5, sem preocupação com a quantidade.

Esta pré-lista ficou com 12 obras. O mais difícil era selecionar 5 destes 12 maravilhosos livros. Depois colocar os 5 em ordem, o que não foi tão difícil pois segui mais a intuição, sem pensar muito a respeito.

Eis o resultado dos 5 melhores livros de ficção que li este ano.

5. O Lobo da Estepe (Herman Hesse). O livro já era bom, mas a parte final é de cair o queixo. Um aviso, tem que ter uma certa bagagem literária e uma sensibilidade desenvolvida por anos de leitura para enxergar o que Hesse queria mostrar com a viagem de seu protagonista dentro da sala onde o preço para entrar é a razão. E era mesmo.

4. Uma Fábula (Faulkner). Um livro até certo ponto difícil de ler, pelo menos em sua primeira metade. Faulkner não usou a narrativa linear, coisa que adoro!, e por vezes o leitor pode ficar meio perdido. No fundo trata-se de um manifesto anti-guerra, profundo como só uma excepcional literatura consegue ser.

3. Édipo em Colono (Sófocles). Difícil escolher uma das três peças de Sófocles sobre a estória de Édipo. Optei pela segunda. Simplesmente maravilhosa; todos os diálogos devassando a natureza humana e definindo com força o que seja uma tragédia.

2. A Outra Volta do Parafuso (Henry James). Fiquei fascinado pela narrativa de James e a forma como ele consegue nos colocar dentro de sua fantástica estória e nos conduzir a um dos finais mais ambíguos já escritos. Coisa de mestre.

1. Ficciones (Jorge L Borges). Demorou mas finalmente consegui penetrar no mundo de Borges. Impressionante como consegue manejar a linguagem para contar estórias aparentemente superficiais mas que escondem um universo de profundidade. Gênio.

Ficam como menção honrosa:

- A Marquesa d’ O – Von Kleist

- Odisséia – Homero

- Otelo – Shakespeare

- Enfermaria nr 6 – Tchekhov

- A Metamorfose – Kafka

- Contos Amazônicos – Inglês de Sousa

- O Reino Deste Mundo – Alejo Carpentier

Salvo engano, no total ficaram 2 americanos (Faulkner e James), 2 gregos (Homero e Sófocles), 2 alemães (Hesse e Kleist), 1 inglês (Shakespeare), um tcheco (Kafka), 1 russo (Tchekhov), 1 brasileiro (Souza), 1 cubano (Carpentier) e 1 argentino (Borges). Bem eclético este ano, hein?


Livros lidos: 2011

1. Enquanto Agonizo(William Faulkner): foi o primeiro livro que li do Faulkner, movido pela admiração que o Llosa tem pelo cara. E que livro! Não tem como esquecer a saga de uma família para transportar o corpo da matriarca para o local onde desejou ser enterrado. Uma verdadeira viagem no coração americano dos anos 20.

2. O Americano Tranquilo(Graham Greene): aqui dá para ter uma idéia do buraco que os americanos se enfiariam anos depois no Vietnã. O paralelo que Greene faz da passagem do domínio do oriente da Europa envelhecida para a energia americana com o triângulo amoroso foi primoroso. Coisa de gente grande.

3. Helena(Machado de Assis): Longe de ser um dos livros mais badalados do Machado, Helena é uma de suas melhores obras pois retrata a impotência do homem diante de uma série de mal entendidos que nos conduzem a erros sem retorno.

4. Liberty Bar(George Simenon): os retratos da alma humana que Simenon faz são impagáveis. Um livro triste e sombrio que mostra o que pode ser a velhice de um homem.

5. Oliver Twist (Charles Dickens): crueldade é pouco para alguns personagens do livro, mas como sempre Dickens nos lembra que existem pessoas capazes de fazer o bem. Só assim é possível uma sociedade.

Melhores Livros: 2010

5. O Homem que foi Quinta Feira - G. K. Chesterton

Uma crítica política? Uma fábula moderna? Um tratado teológico? Um romance policial? Uma grande aventura? Uma reflexão sobre o homem? Uma grande charada? Talvez tudo isso ao mesmo tempo. Ainda estou tentando desvendar todos os mistérios que Chesterton deixou nas páginas deste curioso livro e provavelmente ainda levarei alguns anos para chegar lá. 

4. O Enforcado - Georges Simenon

2010 foi o ano que comecei a entender Simenon. O que me parecia um Agatha Christie menos talentoso transformou-se em um escritor original e com uma imensa capacidade de tratar de temas da existência humana no meio de investigações policiais. Dentre os diversos que li este ano, O Enforcado foi o que mais me impressionou. O assunto do livro é a culpa e as várias maneiras de lidar com ela. Coisa de gênio.

3. As Horas de Katharina - Bruno Tolentino

Sem palavras para Bruno Tolentino. Os poemas que Katharina, uma jovem que se transforma em freira para fugir do seu passado é um primor. A peça, que joga luz sobre o que se escondia por baixo dos versos é de ficar de queixo caído, é tudo que Ibsen poderia ter sido. Uma reflexão moral como só uma alma grandiosa conseguiria fazer.

2. Don Quijote - Miguel Cervantes

Depois de um ano de leitura (ler em espanhol ainda me é meio penoso) cheguei ao fim da obra-prima de Cervantes e talvez da literatura ocidental. Mais do que a estória de um velho maluco que entra em diversas aventuras e seu inesquecível escudeiro, uma reflexão primorosa sobre a condição humana e todo o mal que a época moderna traria ao homem. Cervantes percebeu que uma vida sem valores morais sólidos e transcedentes só poderia levar ao inferno na Terra. E levou.

1. Um Conto de Duas Cidades - Charles Dickens

Direto para meu top de todos os tempos. Um dos melhores livros que já li em minha vida, de ficar de boca aberta em toda última parte. Não há como ver a Revolução Francesa do jeito que nos conta os livros de história da escola ou da visão que predomina no imaginário popular. Uma estória de redenção e sacrifício, da afirmação do valor do indivíduo e da importância de cada alma humana. 

Mensão Honrosa: Neste ano que passou dei prioridade à literatura pois percebi que é nossa maior fonte de cultura. Ela tem o alcance que nenhum livro de filosofia, história, política e etc jamais terá pois consegue dialogar com todas as áreas do saber humano e reflete as grandes correntes de pensamento da época de cada obra. Acabaram ficando de fora grandes livros como:

- O Avesso da Vida - Philip Roth

- A Inocência de Padre Brown - Chesterton

- O Triste Fim de Policarpo Quaresma - Lima Barreto

- O Feijão e o Sonho - Orígenes Lessa

- Conto de Inverno - Shakespeare

Livros Lidos: 2009

5. Heart of Darkness - Joseph Conrad

A epopéia do capitão inglês em sua primeira missão, percorrendo um rio no Congo durante a virada do século XIX para o XX é um deleite só e um chamado a reflexão. Conrad escreveu uma obra extremamente poética e uma denúncia inesquecível da barbárie que foi a exploração "civilizatória" do rei Leopoldo. De quebra criou um personagem inesquecível que quase não aparece no conto, o enigmático doutor Kurtz.


4. Quincas Borba - Machado de Assis

Pois é, depois de muito relutar finalmente descobri Machado. Consegui me livrar dos últimos resquícios da antipatia que nosso sistema escolar consegue nos colocar contra os autores brasileiros (será de propósito?). O homem era um gênio e Quincas Borba é um exemplo desta genialidade.


3. A Doll House - Henrik Ibsen

Esta peça de Ibsen foi o texto que mais impacto me causou este ano. Simplesmente genial. O diálogo final entre o marido e a esposa é uma criação perfeita, uma mudança de perspectiva em relação a vida e um despertar da mulher para uma nova realidade que estava para surgir com o feminismo.


2. O Vermelho e o Negro - Stendhal

O retrato do mal que uma pessoa pode fazer a si mesmo por manter uma atitude de ressentimento e ódio por aqueles que julga serem responsáveis pela sua própria origem pobre.


1. Os Lusíadas - Camões

A epopéia das navegações portuguesas, tendo como pano de fundo a interferência dos deuses gregos é uma excelente reflexão para a condição humana. Demorei para encarar o clássico maior da língua portuguesa. Antes tarde do que nunca.

Top 2008

Terminei 2008 com 45 livros lidos. Nesta conta incluo também 3 encíclicas, que na prática podem ser consideradas como livros por sua profundidade e riqueza. Pretendia fazer uma lista dos 10 melhores, descobri impossível. Difícil escolher entre tanta coisa boa. Resolvi portanto fazer uma lista de recomendações, para vários tipos de leitores. Tentei ser abrangente, deixando portanto muitas obras importantes de fora.


1.Ortodoxia


O livro que mais me marcou neste ano foi sem dúvida Ortodoxia de Chesterton. Ao terminar sua belas páginas o meu sentimento era um só: admiração pela vida. Uma renovação de fé no criador, na sua gigantesca obra, na beleza das coisas divinas. Por causa deste maravilhoso livro, deixei de fora um bom livro, O Evangelho de Tomé.


2. A Rebelião das Massas


Ortega Y Gasset nos apresenta este texto fantástico. Uma mistura de filosofia, história, antropologia, sociologia. Uma chave para entender o mundo em que vivemos e como chegamos até aqui. É impossível não ver o homem massa tão bem descrito por ele em todos os lugares. Está na política, na crítica artística, no jornalismo, no homem comum. O homem massa não respeita classes, está em todas elas, imerso em sua gritante vulgaridade.


3. Fundamentos de Antropologia


A antropologia filosófica deveria ser uma matéria obrigatória para todo ser humano. Esqueçam a bobagem que vai ser ensinada nas escolas brasileiras sob o título de filosofia. Se este livro de Echeverría e Yepes fosse lido por todos os seres humanos teríamos um homem melhor, mais consciente do que significa sua própria existência.


4. 1984


A fábula de Orwell é fundamental para compreender o caminho que estamos trilhando. É assustador ver seu pesadelo totalitário se formando passo a passo. Nunca se perde a liberdade de uma vez, Orwell viu isso. Viu a submissão do homem ao ideal coletivo, viu a perda da individualidade. Querem ver nosso futuro? Leiam 1984 e Admirável Mundo Novo. Está todo lá.


5. O Mercador de Veneza


Este ano foi o ano que me apaixonei por Shakespeare e entendi o que muita gente vê de tão extraordinário em sua obra. Dos três textos que li, O Marcador de Veneza foi o que mais me cativou. Não só pela força do amor no ser humano, como pela inveja, cobiça, falso senso de justiça. O julgamento de Antônio deveria ser lido constantemente pelos juízes brasileiros para entenderam que não estão acima das leis; que devem cumprir o que foi estabelecido pela sociedade. 


6. Economia sem Truques


Foi difícil escolher entre este livro e Brasil, raízes do atraso. Este ano marcou também o início de minha inserção na economia e este livro é uma excelente introdução por seu aspecto leve e prático. Desperta o interesse a curiosidade pelo assunto e mostra como a economia está presente em praticamente tudo que fazemos.


7. A Imitação do Amanhecer


O que dizer de um livro que entendi muito pouco e mesmo assim fiquei maravilhado? Que imediatamente comecei a reler e não consigo passar da beleza de seu primeiro poema? Um aviso: é uma obra que exige do leitor! E muito! Quem estiver disposto a pensar através da poesia, entender porque nem tudo pode ser dito em prosa, eis aqui, Tolentino.


8. Conta o Consenso


No ano que Reinaldo Azevedo lançou O País dos Petralhas, obra fundamental para entender o lulismo e sua herança nefasta que está sendo construída, acabei optando por esta obra de crítica artística. Infelizmente a política brasileira nos tirou das artes este extraordinário crítico. Como diz JP Coutinho, a arte em um país sem normalidade política é um luxo.


9. Tempos Modernos


Uma obra de fôlego de Paul Johnson. Uma interpretação da história que foge ao convencional, que nem sempre mocinhos são mocinhos e vilões são vilões. O mais interessante deste livro é que Johnson vai às raízes dos pensamentos que levaram aos acontecimentos históricos. Para chegar no totalitarismo ele passa por Freud, Nietzsche e Marx. Nunca mais o leitor verá o mundo com os mesmos olhos.


10. Madame Bovary


Quando estava à morte, consta que Flaubert afirmou que partiria, mas a puta da Bovary ficaria. A força de sua criação, Emma Bovary superou seu próprio autor, deu-lhe a eternidade. Uma visão do adultério impressionante, comovedora e angustiante. O leitor sabe que a estória não pode acabar bem, mas ainda tenta ver uma solução para o painel criado por Flaubert.

Top 5 2012: Livros de ficção



Foi difícil, afinal foram 42 obras lidas de ficção, incluindo as releituras. Em uma primeira passagem, escolhi os livros realmente especiais, em condições de entrar no top 5, sem preocupação com a quantidade.

Esta pré-lista ficou com 12 obras. O mais difícil era selecionar 5 destes 12 maravilhosos livros. Depois colocar os 5 em ordem, o que não foi tão difícil pois segui mais a intuição, sem pensar muito a respeito.

Eis o resultado dos 5 melhores livros de ficção que li este ano.

5. O Lobo da Estepe (Herman Hesse). O livro já era bom, mas a parte final é de cair o queixo. Um aviso, tem que ter uma certa bagagem literária e uma sensibilidade desenvolvida por anos de leitura para enxergar o que Hesse queria mostrar com a viagem de seu protagonista dentro da sala onde o preço para entrar é a razão. E era mesmo.

4. Uma Fábula (Faulkner). Um livro até certo ponto difícil de ler, pelo menos em sua primeira metade. Faulkner não usou a narrativa linear, coisa que adoro!, e por vezes o leitor pode ficar meio perdido. No fundo trata-se de um manifesto anti-guerra, profundo como só uma excepcional literatura consegue ser.

3. Édipo em Colono (Sófocles). Difícil escolher uma das três peças de Sófocles sobre a estória de Édipo. Optei pela segunda. Simplesmente maravilhosa; todos os diálogos devassando a natureza humana e definindo com força o que seja uma tragédia.

2. A Outra Volta do Parafuso (Henry James). Fiquei fascinado pela narrativa de James e a forma como ele consegue nos colocar dentro de sua fantástica estória e nos conduzir a um dos finais mais ambíguos já escritos. Coisa de mestre.

1. Ficciones (Jorge L Borges). Demorou mas finalmente consegui penetrar no mundo de Borges. Impressionante como consegue manejar a linguagem para contar estórias aparentemente superficiais mas que escondem um universo de profundidade. Gênio.


Ficam como menção honrosa:

- A Marquesa d’ O – Von Kleist

- Odisséia – Homero

- Otelo – Shakespeare

- Enfermaria nr 6 – Tchekhov

- A Metamorfose – Kafka

- Contos Amazônicos – Inglês de Sousa

- O Reino Deste Mundo – Alejo Carpentier

Salvo engano, no total ficaram 2 americanos (Faulkner e James), 2 gregos (Homero e Sófocles), 2 alemães (Hesse e Kleist), 1 inglês (Shakespeare), um tcheco (Kafka), 1 russo (Tchekhov), 1 brasileiro (Souza), 1 cubano (Carpentier) e 1 argentino (Borges). Bem eclético este ano, hein?

Fica então essa lista de leitura com sugestão!

Top 5 - Não Ficção (2014)



Modernidade Líquida - Bauman

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman caracteriza a época que vivemos como a época de derretimento das instituições tradicionais, e por isso cunhou o termo modernidade líquida(nada mais é sólido). Há um sentimento de mal estar generalizado que levará ao rompimento com o paradigma do estado liberal pois os interesses realmente públicos ficam de lado diante dos interesses particulares, sejam de indivíduos ou grupos, tornando a vida social como conhecemos impossível. O futuro próximo é de confronto e não se sabe o que teremos como resultado. É um livro essencial para refletir sobre as manifestações generalizadas que estão ocorrendo em praticamente todos os países do ocidente.


The Sword of Imagination - Russel Kirk

Russel Kirk foi um homem que remou contra a maré de seu tempo. Sua grande produção intelectual ocorreu nas décadas de 40 a 70, época de predomínio do pensamento liberal americano, que não pode ser confundido com o liberalismo econômico. Buscando resgatar o pensamento conservador do século XIX, Kirk abriu caminho para que o pensamento de Burke, Toqueville e tantos outros voltassem ao mainstream. Pode-se dizer, que sem o trabalho do Kirk, não haveria na América um pensamento conservador moderno, que se sintetizou na ascenção de Ronaldo Reagan à presidencia, mostrando que nada se realiza na política sem um trabalho intelectual anterior, normalmente em algumas décadas. Se Kirk estiver certo, estamos bem ferrados no Brasil. 


O Sinal e o Ruído - Nate Silver

Silver se notabilizou pelo nível impressionante de acertos nas previsões para as eleições americanas. Ele não só é um especialista em estatísticas, como também domina a arte mais difícil, a de conceber modelos para usar a estatística no estudo da realidade e realizar previsões. Nesse livro, ele explora como erros monumentais podem ser feitos baseados em estatísticas, percorrendo um amplo espectro que vai desde o baseball até grandes decisões de estado. É um livro fundamental para nos precavermos contra os números e análises que somos bombardeados todos os dias. E dos especialistas. 


As Idéias Conservadores - João Pereira Coutinho

O rompimento da política brasileira com o conservadorismo é sem precedentes na história do ocidente. Não se conhece exemplo de um país que as teses conservadoras não sejam debatidas politicamente e defendidas por partidos políticos importantes. Preenchendo esse vácuo, Coutinho explica didaticamente para portugueses e brasileiros o que é o pensamento conservador e como ele se destingue do racionarismo, que tem a mesma gênese do pensamento de esquerda. Ao contrário dos dois, o verdadeiro conservador não tem um pensamento ideal da sociedade, seja no passado(reacionário) ou no futuro(socialismo), ele apenas acha que a sociedade pode ser melhor, especialmente se os homens se tornarem melhores.  Uma obra bem concisa e didática, importante para os tempos que vivemos no Brasil.


A Man Search for Meaning - Viktor Frankl

Um pequeno livro maravilho. A tese de Frankl é bem simples, desespero é igual ao sofrimento menos o sentido. Se não vemos sentido no que estamos sofrendo, todo o sofrimento se transforma em desespero. Para Frankl, o sofrimento é inerente à condição humana e o homem moderno vive na ilusão que pode evitar sofrer.  O psicanalista judeu coloca que a essência da condição humana é na verdade buscar sentido para suas experiências e que  tudo é suportável através dessa busca. Para demonstrar sua tese, ele faz uma narração impressionante de sua experiência nos campos de concentração nazistas. Se no meio do inferno da terra, tanto ele quanto outros prisioneiros, mantiveram sua sanidade pela busca do sentido, por que o homem moderno não conseguiria? O resultado foi o seu método revolucionário da logoterapia, que tem como essência ajudar o paciente a buscar o sentido para seu sofrimento. 


Top 5 - Ficção 2014

Manalive - G. K. Chesterton

Chesterton conseguiu colocar na literatura suas idéias sobre filosofia e religião através da fascinante história de Innocent Smith, um homem que surge do nada para dar vida a uma casa inglesa onde diversos amigos estão reunidos. Quando tudo parece estar caminhando bem descobre-se que ele é acusado de terríveis crimes. Em todos ele é culpado, e justamente por isso é inocente. Chesterton e seus paradoxos.

Selected Poems - T. S. Eliot

Não há como ver a vida da mesma forma depois de ler os impressionantes poemas de T. S. Eliot. As coisas permanentes são as verdadeiras e sua destruição é a própria destruição da civilização.

Dr Fausto - Thomas Mann

Considero impossível entender o nazismo sem ler esse impressionante livro que mostra a raiz da corrupção moral que tornou o nazismo possível.

Ion - Eurípedes

Uma peça que mostra como os deuses gregos estavam corrompidos a ponto de se comportar como o pior dos mortais. 

O Cavalo e o seu menino - C S Lewis

Uma das melhores histórias de Nárnia. Uma alegoria da perda da liberdade pelo orgulho. 



u© MARCOS JUNIOR 2013